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Filme: Batman vs Superman

11:13

Imagem de popcorn, food, and vintage

A Tayla já desse filme há algumas semanas (aqui) e vamos falar de novo porque chegou a minha vez e PRECISO comentar sobre esse filme.

Sabe aquela sensação maravilhosa de sair do cinema em êxtase? Sua cabeça ainda no filme e você começa a repassar tudo de novo com aquela expressão de bobo, eu saí assim da minha sessão. Já vou começar dizendo que apesar da empolgação, Batman vs Superman não é o melhor filme de super herói da historia, pelo menos para mim. Apesar dos ótimos filmes de heróis que temos hoje acredito que esse filme ainda não exista de fato, essa colocação é muito difícil, mas Batman vs Superman supera em anos luz seu antecessor, O homem de aço.


O desenvolvimento do ódio dos personagens entre si é ótima e começar com a cena de destruição de O homem de aço foi excelente para um tom certeiro, principalmente para o arco do Batman. As motivações ficam esclarecidas e construídas de forma que você entende por completo os personagens e fica dividido.  É quase impossível escolher lados realmente, afinal os dois são super heróis integrantes da liga que todos amamos, não há “guerra” de fato porque ambos são mocinhos por assim dizer. Claro que isso não significa que os dois não despejem porrada um no outro, mas também não significa que obrigatoriamente você tomará lados.

Ben Affleck deu conta do recado, apesar de não ser minha personificação favorita do Batman (este posto ainda é de Christian Bale), Affleck manda bem. No início ele me convenceu mais como Bruce Wayne do que o Batman em si, e não me pareceu muito crível o fato de ele já estar na ativa há 20 anos como passado no filme, talvez uns 10, mas não é algo que atrapalhou de verdade. No início as cenas de ação também não me convenceram muito, deixando a desejar, principalmente em planos abertos, havia muito foco em rostos o que me incomodou um pouco, senti falta do cenário geral da ação, uma luta no “mano a mano” mais bem trabalhada. Mas quando a luta do título finalmente acontece e mais tarde quando Batman precisa salvar uma personagem rodeada de “bad guys”, o morcego de Gotham vem e impressiona. 

E termos apenas um relance de sua história foi o ideal, já conhecemos as origens do Batman de trás para frente, não há necessidade de repetição. 


Jesse Eisenberg está sensacional, para ele só tenho elogios, seus trejeitos são ótimos e sua interpretação competente. Quando surgiu a noticia que Jesse seria o novo Lex Luthor  (assim como Ben Affleck como Batman, Gal Gadot como mulher maravilha, Jason Momoa como Aquaman, etc) uma chuva de comentários tomou a internet, uns a favor uns contra. Sou fã do ator, sempre estive esperançosa que ele fizesse um bom trabalho, e o que imaginei desde o começo aconteceu, ele arrasou. Um Lex psicótico, metódico e surtado em cena de forma crível, impressionante e empolgante. Sua personificação é ótima, você vibra quando ele entra em cena e fica vidrado. Adoro discursos de vilões, principalmente quando fogem ao convencional ou aos patamares da sanidade. Sempre que em cena, Lex chamava a atenção para si.


Max Irons apesar de excelente ator não teve chance nem espaço para apresentar o Alfred diferente que vinha divulgando nas entrevistas que antecederam a estréia, não faz feio, mas também não acrescentou nada de grande como Jesse no papel de Luthor.

Sempre achei Lois Lane o elo mais fraco das histórias do Superman, apesar de Amy Adams ser minha personificação favorita pois aqui a personagem não ama apenas o Superman e sua imagem, mas também ama Clarke o homem “normal” (e que homem hein :O), se revelando uma personagem menos fútil. Ainda sim sinto uma forçação de barra, aquela preguiça básica quando a personagem aparece. Não sei se é a atriz, apesar de gostar dela, a personagem de fato ou como seu arco é focado. Mas fico com a impressão que se tirassem todas as cenas da personagem não faria falta alguma. Talvez eu esteja errada ou não, mas dá para notar que seu arco é o mais desleixado, há um certo problema de montagem, seu chefe diz “dois dias em Washington”, acontece tanta coisa entre suas cenas que parece ser pelo menos uma semana, podem ter se passado apenas dois, mas não é o que aparenta. É como se ela não fosse necessária na história, mas como tem uma cena no fim precisa ter relevância em algum momento do meio, não importa qual.

Ela é salva tantas vezes no filme que tem um momento que você para de pensar que ela está em perigo, afinal ela é sempre salva mesmo. Isso chega a encher o saco em alguns momentos, dá vontade de falar para o Superman “ok cara, já entendemos que você a ama e sempre vai protegê-la, agora chega, vai salvar outras pessoas por aí”.


Um grande auxiliador da tensão e qualidade é a trilha sonora de Hans Zimmer e Junkie XL que arrasaram. Durante todo o filme ela é presente e competente, mas tenho três cenas favoritas em que a trilha se mostrou mais impactante. A primeira é a em cena que os três heróis, Superman, Batman e Mulher maravilha, estão na batalha final e o enquadramento pega os três virados para a tela (também no trailer). E as outras duas são de Lex, coincidentemente ou não, sua cena final ao som de violinos agitados e insanos, e uma após dizer para o Superman “Você tinha uma hora, agora tem menos”, ao entrar no helicóptero o som sobre e você vai à loucura junto.


O filme tinha tudo para ser corrido, começar na pancadaria ou partir já para as explicações e apresentações de terceiros, mas não, tudo ao seu tempo, o duelo só acontece depois de muita preparação e trabalho, com isso a expectativa só cresce. Um dos meus maiores medos em relação a Batman vs Superman , apesar da ansiedade, era um filme desequilibrado por conta da apresentação de heróis que não tiveram seu filme solo. Mas esse medo se foi com o ótimo meio que escolheram para apresentar alguns dos integrantes da liga da justiça. Quando surgiu menções e imagens de Flash, Aquaman e Ciborgue gelei, segurei na poltrona e gritei “meu deus”, principalmente quando surgiu pela primeira vez o logo do flash.

E a viagem no tempo do personagem me deixou em choque, já estou acostumada com as viagens do Barry na serie de TV, mas não sabia que iam usar isso no filme também. Na hora só tive tempo de segurar o braço da minha irmã e gritar “ai meu deus é o flash!”.

A Mulher Maravilha não podia ter sido melhor apresentada. QUE MULHER MARAVILHOSA, quero que o filme dela estreie amanha, por favor. Suas cenas de luta com direito a sorrisinho de “você só tem isso” me deixaram quase que literalmente no chão. Roubou momentos, impressionou e saiu divando. Gal Gadot mandou muito bem, enchia a tela toda vez que aparecia.


Há certas coisas no filme que são um pouco forçadas aqui ou ali, mas que fazem seu papel de servir ao fã de plantão, os famosos fã services, mas perdoo de coração qualquer errinho ou exagero porque é muito bom entender as referências, a presença delas sempre me conquistam. E adorei a menção “ao cara fantasiado de palhaço em Gotham”.

O filme mostrou alguns elementos que não foram previsíveis, o que de fato foi muito bom, porque conseguiu me surpreender em um momento em que previsibilidade é tão possível no cenário dos heróis, afinal é filme novo todo ano. E houve vários momentos em que a fotografia se destacou o que também gostei bastante.


Não fui ao cinema com as expectativas nas alturas como tenho certeza que vou quando Esquadrão Suicida estrear, mas elas eram grandes, nada a ponto de me cegar, analisei o filme criticamente, principalmente pelos receios de poder ser mais do mesmo ou um desequilíbrio total. No entanto com todo o investimento da DC sempre duvidei que seria um novo Lanterna Verde, mas como disse analisei, prestei atenção aos detalhes, listei os lados bons e ruins, apesar de aqui a empolgação tenha me feito focar mais nos bons. Mas estou bem certa que fui justa com o filme e saí satisfeita do cinema, acredito que isso é o que importa. Uma obra que reveria sem problemas e que suas 2 horas e meia de produção pareceram passar voando.


Batman vs Superman acabou com a promessa de algo maior, torçamos para que de fato aconteça e sejamos agraciados com um filme digno e poderoso da liga da justiça.


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