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Filmes que você precisa ver - Parte II

10:58

Imagem de popcorn

Em comemoração ao meu primeiro ano de Idealiizar resolvi fazer um post especial com alguns dos meus filmes favoritos. Esta é a segunda parte da lista, caso queria ver a primeira clique aqui.

O Fantástico Sr. Raposo


Semana passada terminei o post com Wes Anderson, hoje damos início com ele e sua excelente animação.

Sr. Raposo sempre rouba comida de três fazendeiros que vivem perto de sua casa. Sua esposa com medo de represálias obriga Raposo a parar de roubar e este promete fazê-lo, mas em busca de uma última aventura Sr. Raposo resolve roubar uma última vez, no entanto as coisas não saem como planejado e os fazendeiros já cansados resolvem dar um fim nisso. 

Baseado na obra literária de Roald Dahl, O fantástico Sr. Raposo é uma excelente narrativa animada, cheia de graça, beleza e qualidade. Diferente de outras animações que eu já tenha indicado como Divertida mente, O bom dinossauro ou Peanuts, Sr. Raposo não é uma animação para o público infantil, apesar de grande beleza visual e de chamar atenção para a tela com suas cores vibrantes, trata-se de uma história muito complexa e as vezes até mesmo ríspida para cabecinhas muito jovens, como cenas de animais mortos por exemplo.

Assim como já comentei na parte 1 da lista quando citei Wes Anderson, suas obras são cheias de peculiaridades, e por isso esta animação se difere de qualquer uma que você já tenha visto. Eu fiquei completamente maravilhada com a obra a primeira vez que assisti. A história é ótima e muito bem trabalhada, os personagens excelentes, destaque para o filho e sobrinho do Sr. Raposo que rendem ótimas cenas cômicas, fotografia impecável (como sempre pode ser visto em seus filmes), diálogos exuberantes e aquela pitada de requinte que Wes Anderson tem como ninguém.

Nas vozes dos personagens temos excelentes atores, muitos já colaboradores de Anderson há tempos, George Clooney (Sr. Raposo), Meryl Streep (Sra Raposa), Adrien Brody, Jason Schwartzman, Williem Defoe, Owen Wilson, entre outros.

Uma das animações mais maravilhosas e graciosas que já assisti, com técnicas de stop motion e direção de arte de encher os olhos. Sempre que possível indico porque melhora o dia de qualquer um.

Sociedade dos poetas mortos

"O captain, my captain"



A filmografia do saudoso Robin Williams é enorme e excelente, mas não há filme que me impressione e emocione tanto quanto “Sociedade dos Poetas Mortos”.

Aqui acompanhamos um grupo de alunos de um internato renomado nos Estados Unidos que conhecem o Professor John Keating (Williams) e que tem suas vidas mudadas para sempre. Professor na disciplina de inglês Keating desperta a paixão nos alunos para a poesia e não apenas para esta, mas para a vida. Os estudantes empolgados ressuscitam a “Sociedade dos poetas mortos” no qual Keating participava enquanto estudante e dedicam suas noites ao culto da poesia, da vida e da arte.

Um filme que mora no meu coração e que não importa quantas vezes eu assista sempre chorarei e terminarei com aquela cara de boba feliz. Sociedade dos poetas mortos é um filme tão apaixonante que te faz querer reunir os amigos e criar um grupo de poesia também. Os ensinamentos do Professor Keating que também envolvem o Carpe Diem (aproveite o dia em latim) te fazem refletir sobre a vida, escolhas, amor, filhos e carreiras.

Com diálogos tocantes e muito bem trabalhados você viaja pela atmosfera do filme sem peso algum e transita entre seus personagens doces, humanos e empáticos. Os garotos, oprimidos pelos pais, veem na poesia um escape e começam descobrir suas verdadeiras paixões e criam a coragem necessária para agir em favor de si mesmo. Todd (Ethan Hawke), esquecido pelos pais e Neil (Robert Sean Leonard) que sonha em ser ator mas o pai rígido o almeja outra profissão , são duas das histórias que mais me tocam e conquistam no filme. Você ama os personagens e se importa com eles. Knox (Josh Charles) também é ótimo e traz a parte mais meiga do filme por estar apaixonado mas não saber como conquistar a garota, Charlie, que é noiva de outro.

Aquele filme que não tem hora ruim para ver, que vai ter conquistar não importa como e onde e que é um presente para qualquer espectador.

Cães de aluguel


Voltamos com Tarantino na lista, primeiro filme do diretor Cães de aluguel conta a história de um roubo. Joe Cabot, um experiente criminoso, reúne seis bandidos para o roubo de um diamante. Estes seis homens não sabem nada uns sobre os outros e cada um usa uma cor como codinome. No entanto durante o assalto algo dá errado e policiais os esperam no local, Mr. Orange leva um tiro e Mr. White o leva para o local de encontro para tentar salva-lo. Mr. Pink também chega ao local e diz ter certeza que um deles é policial e que precisam descobrir quem os traiu. Em um jogo de gato e rato e um cenário de acusações mútuas  Cães de aluguel é trabalhado com cenas avulsas e flashbacks onde você também deve descobrir quem é o infiltrado.

Um dos melhores trabalhos do diretor e seu primeiro, Tarantino chamou atenção com seu ótimo filme, muito bem trabalhado, com um roteiro de tirar o fôlego, um elenco melhor ainda e um orçamento reduzido. Inicialmente o filme contava  30 mil dólares que Tarantino conseguira vendendo os roteiros de “Assassinos por natureza” e “Amor à queima-roupa”. Após o envolvimento de Harvey Keitel (Mr. White) na produção, o diretor conseguiu arrecadar 1,5 milhões, um número ainda baixo para uma produção cinematográfica. Só para se ter uma ideia, parte do elenco usou suas próprias roupas durante o filme para economizar com figurino. Uma excelente obra de estreia, onde Tarantino conseguiu fazer milagre com seu orçamento e chamou atenção.

Um filme intrigante e dinâmico que te prende a cadeira e não te cansa em momento algum. Com aqueles diálogos tarantinescos que você adora ouvir e repetir. Uma obra com selo Quentin Tarantino de qualidade.


V de vingança

“Debaixo dessa máscara não há um homem, há uma ideia e ideias são à prova de bala”



Em um futuro próximo, a Inglaterra passa pelo regime totalitário do Chanceller Adam Sutler. Evey ao ser atacada por homens do governo é salva por um mascarado que se denomina V. Carismático e habilidoso V é contra o estado atual do país e convoca seus compatriotas para uma revolução. Evey que se envolve acidentalmente na história, tenta saber mais do passado do personagem e entende-lo, descobrindo seu papel na revolução.

Baseado na HQ de Alan Moore, V de vingança é uma das obras mais geniais que já tive o prazer de assistir. A discussão sobre tiranias e direitos e toda a excelente narrativa criada em volta nos trazem uma obra completa e importante que serve para algo muito além de apenas diversão cinematográfica.

O roteiro é excelente, com diálogos ricos e envolventes que ao lado das excelentes atuações conquista qualquer espectador. Natalie Portman em uma de suas melhores interpretações traz uma Evey que não sabe o quão forte é e que representa a parte da população indignada mas que também não faz nada a favor de seus interesses, virando refém de seu governo. Sua relação com V cresce muito ao longo do filme, de forma crível, desenvolvida com capricho.

V é um personagem sensacional, inteligente, eloquente, forte e cativante que mesmo sem mostrar o rosto consegue carregar o espectador e fazer com que se sinta na história.

Aquele filme cheio de diálogos memoráveis, que você assiste dezenas de vezes e não se cansa.

Billy Elliot


Billy Elliot é um filme muito doce e singelo sobre um garoto que quer ser bailarino. Ele descobre sua paixão durante as aulas de boxe que ocorrem na mesma academia que as aulas de balé. A professora de balé vê em Billy potencial e o incentiva, mas sua família não aceita a escolha do garoto e luta contra essa vontade, é aí que Billy percebe que precisa se dedicar de corpo e alma à dança e a aceitação do pai e do irmão. 

O filme fala sobre preconceito, escolhas, diferenças sociais e família. Um filme que me conquistou de forma avassaladora e que não importa quantas vezes eu já tenha assistido ainda é pouco.

Jamie Bell ainda bem novinho trabalha muito bem Billy e suas relações familiares, o personagem conquista e diverte trazendo um lado doce da arte do balé.

Não vou me aprofundar nem passar spoilers, Billy Elliot é um filme para apreciar e ansiar o andar da história. Bom filme!

Cantando na chuva


Um dos meus musicais favoritos de todos os tempos, Cantando na Chuva foi uma surpresa maravilhosa. Não sei bem o porquê, mas eu não estava com muita vontade de ver o filme, não achei que fosse gostar, mas pensei “como cinéfila tenho a obrigação de assisti-lo, mesmo que eu não venha gostar, é clássico e preciso ter uma opinião sobre ele”. Assim como comentei que quebrei a cara com Amelie Poulain na primeira parte da lista, o mesmo aconteceu com Cantando na Chuva. Minha expectativa era baixa, mas antes mesmo do meio do filme já estava apaixonada.

Cantando na chuva mostra a transição do cinema mudo para o falado e a forma como os atores foram afetados. O filme se passa em 1927 com uma Hollywood eufórica com a transição do cinema, o casal mais querido do cinema mudo Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont vão estrear seu primeiro filme falado, um musical. No entanto Lina não sabe cantar, na verdade mal falar, sua voz é horrível. Resolve-se então que Lina será dublada, Kathy Selden é a escolhida para emprestar sua voz. As gravações são uma confusão, tudo muda quando Don se apaixona por Kathy e ao lado de seu amigo compositor, tenta mostrar o talento de Kathy ao mundo.

Quem não se lembra da canção apaixonante “Singing in the rain” eternizada na voz de Gene Kelly? Uma das obras mais cativantes do cinema, Cantando na Chuva é aquele filme doce que você não para de cantarolar quando termina. Como um bom musical, a trilha é incrível, as cenas musicais envolventes e as vozes dos atores encantadoras.

É indescritível a beleza do filme, é engraçado e meigo com um maravilhoso olhar sobre o mundo do cinema, com personagens ricos, canções exuberantes e um toque clássico.

A outra história americana


Derek (Edward Norton) entra para uma gangue racista e se torna um fanático, suas ações o levam a um assassinato e ele acaba sendo preso. Três anos mais tarde ao sair da prisão, Derek tenta reparar seus erros e tem que convencer seu irmão mais novo Danny (Edward Furlong), que está preste a cometer os erros de Derek, a não trilhar o mesmo caminho.

Uma obra forte, crua e que discute a tomada de decisões. A outra historia americana nos mostra personagens que não necessariamente escolheram sua realidade, mas que as tiveram impostas, como no caso de Danny.


O filme discute relações e preconceitos, cenas dentro e fora da cadeia exemplificam muito bem aonde essas escolhas podem te levar, e mesmo com o arrependimento como elas podem ter consequências drásticas.

Excelentes atuações vindas de Edward Norton (uma das melhores atuações de sua carreira) e Edward Furlong nos transportam para a pele dos personagens e nos fazem refletir segundo suas visões de forma poderosa. Aquele filme que você assiste e quando termina leva um pouco de você.


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