19 de mai de 2016

E se...

Imagem de girl, grunge, and sky

A duvida paira sobre os lares desocupados, e sobre nós, até, que somos frutos da nossa contradição, quase rindo da nossa própria - e atual, constância, também. 

Antes fosse sobre as camas que eu pudesse umedecer com seu suor, ou as chances que eu tinha de lhe reencontrar. 

Antes fosse. 

Mas fosse. 

Pra que todo "e se.." escutado, não fosse simbolo do nosso quase. Pra que eu não tenha que te procurar pra dizer como foi ouvir de alguém, o que eu, tenho ouvido de mim, desde que a mudança radicalizou o governo, a vida, e meu primeiro amor. 

"E se.." sempre que alguém insistia que mudaria, "uma hora aprende", e com razão. Mas não comigo. 

Vira amigo. 

Vira a cabeça. 

Daqui quantos anos, ou quanto tempo eu preciso dizer? No meio do ano. "E se não der certo?" quando a gente sabe que da. 

Daqui dois! 

"E se der certo?" quando a gente viveu que não. Insistir que não. 

De repente, deduz que não, e quase reluz, nas terças. Mesmo que nas sextas, o "e se" seja mais fiel, do que eu jurei ser. 

Mas, "e se" eu não for? 

Nós vamos pra onde?

Se pra lá, "e se" pra cá, não me canso de perguntar. 

E se?



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