amor

Filme: Sentidos do amor

14:22

Imagem de kiss, love, and couple

E se de um dia para o outro seus sentidos começassem a sumir? Como o mundo seguiria em frente? Seria possível? Assim como em “Ensaio sobre a cegueira” discutimos como o mundo reagiria a um surto, mas um contágio realista, não em casos como “The walking dead”. As pessoas continuariam se portando civilizadamente ou todos se transformariam em animais?

Em Sentidos do amor, uma nova doença começa a se espalhar, de repente as pessoas começam a perder o olfato e a normalidade do mundo é abalada. Conhecemos Susan (Eva Green), uma epidemiologista que investiga a doença e o carismático Michael (Ewan McGregor), chef em um restaurante perto de sua casa.


Ao decorrer do filme acompanhamos o relacionamento de Susan e Michael sendo construído, com altos e baixos os dois começam a descobrir como é possível seguir em frente e se apaixonar frente à pandemia que vem atingindo o mundo.

Com sutileza, o filme transita com doçura e sensibilidade discutindo sobre o real valor das coisas, principalmente das pequenas e intrínsecas. O que é amar alguém? É algo complexo? Ou simples e através dos sentidos?

Eva Green e Ewan McGregor possuem uma química indiscutível e fazem com que sua paixão seja apreciada por qualquer espectador de coração frio ou não, seu amor tem aquele toque realista, mas com uma intensa e poética condução, acompanhada por uma trilha sensível e tocante.


Toda a história é intensa, com o foco na doença e vendo a maneira que o mundo está sendo afetado você tem vários momentos de embrulho no estômago. Apesar do romance central, o filme não é sobre isso, o roteiro se sustenta em mostrar a essência da convivência humana, da beleza e feiúra de tais ligações.


O filme também nos traz uma grande mensagem sobre o que é amar, tanto romanticamente como fraternalmente, com certeza uma das mais poéticas discussões presentes na trama. O que é preciso para amar? Seus sentidos, seus medos, seus sentimentos, seus sonhos ou pesadelos? Você ama alguém por que pode enxergá-lo, cheirá-lo, ouvi-lo, tocá-lo ou sentir o gosto dos seus beijos? Tudo isso é realmente necessário? A complexidade da questão te faz viajar durante uma hora e meia de produção como se estivesse em nuvens, mas com turbulências ocasionais. Se nem todos os sentidos são necessários para amar ou viver porque sempre transformamos a vida em algo tão complexo?


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