30 de mai de 2016

Segunda feira: cadê o amor?

Imagem de girl and train

Quando me dei conta já era segunda feira de novo. As contas só acumulavam na caixa do correio, a fatura do cartão de crédito estourada e o motoboy que insistiu em me chamar de gostosa as 8h da manhã. Ele queria me dar um trato, segundo ele. Mas não sou máquina pra precisar de trato de macho nenhum.

Pedi um café forte na padaria e ele veio mais ralo que a cabeça do meu avô, obrigada destino. Perdi o ônibus, perdi o trem, meu salto quebrou em plena Av. Paulista e, ainda por cima, fui xingada pelo motorista do ônibus por não atravessar correndo pela faixa de pedestre. Tá legal moço, tenta andar com uma perna com 15cm a menos que a outra.

Não gritei, mas queria muito.

Sentei na cadeira, ouvi meu chefe gritar e a recepcionista fazer cara feia. Tá escrito: hoje vai ser um dia daqueles, e eu nem precisei abrir os sites de notícia para saber disso.

Não sei se ia atrás de um par de sapatos novos, se pedia outro café ou se iria para o banheiro chorar até a hora do almoço, na esperança de que os meus problemas não tivesse lá quando eu saísse.

O telefone toca, uma mensagem. 

"Bom dia, meu amor"

Ganhei cor, ganhei o dia, ganhei bochechas rubras, ganhei amor.

Eu ganhei amor quando lembrei que tinha um amor. E nenhum café ruim, chefe chato, trânsito paulista e desavenças do dia a dia podem ser maiores do que isso.







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