30 de jun de 2016

Não sou uma poeta fingidora

Imagem de love, couple, and kiss

Hoje cedo tentei escrever pela milésima vez no ultimo mês, e falhei, como em todas as outras. 

A verdade é que sua presença trouxe á tona facetas minhas inimagináveis. 

Sou uma poeta movida a dor! 

Sou e sempre fui, mesmo quando enfeitava e insistia em textos sobre amores falidos. 

Nada disso era tão escancarado quanto agora. A dona do blog em que eu escrevia semanalmente provavelmente deletou meu número de sua agenda profissional. O elefante que costumava habitar as minhas costas enquanto eu não cuspisse 1.000 caracteres, já não transtorna, nem parece, pra ser sincera. 

Nem o medo de enferrujar assombra. 

Talvez seu amor tenha mesmo me feito perder algum dom. 

Mas, no fim, hoje cedo, enquanto sua jaqueta preta pendurava do lado de fora do guarda-roupa, fazendo com que meu quarto todo tivesse carinhosamente o seu cheiro eu agradeci a falta de palavras. 

Elas me faltam mesmo agora, e talvez isso sim seja um dom, amar tanto a ponto da poesia criar asa e sair voando, porque a gente se transforma no que escrevia ser.

Se escrever é um dom, o que é isso que estou fazendo, enfim? 

Vivendo aquilo que as linhas não contam, e nem ousam, porque sabem; dom mesmo é não ter palavras, pra um amor que não se escreve, se sente.



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