25 de jul de 2016

Qual o problema dela gostar de garotas?

Imagem de girl, smoke, and lesbian

Segunda-feira de manhã já é ruim pelo esteriótipo que carrega, pior ainda quando a lembrança da noite passada percorre a sua mente ainda embrigada por aquelas palavras nada agradáveis ditas por um cara qualquer no meio da Av. Paulista. Mas uma coisa é certa: isso não é falta de rola.

Ela não sabe se foi a troca de olhares um pouco mais carinhosa entre elas ou se ele notou a mão dela acariciando suas costas por alguns segundos. Talvez tenha sido sua roupa, seu corte de cabelo ou o sorriso que não saía dos lábios enquanto ela me olhava.

Não foi uma cena de sexo explícito, como demonstrado na TV aberta. Não foram beijos em públicos e caricias pecaminosas. Elas não estavam querendo provar ao mundo que também tem o direito de amar, embora devessem. Elas estavam ali, aproveitando a companhia uma da outra da forma que a sociedade acha que seja correto: sem afagos e apertos em público.

Mas isso não impediu que aquele velho barbudo lhes dissesse coisas ruins. Isso não o impediu de julgar a sexualidade delas, pra quem quisesse ouvir, e, ainda por cima, quis provar que ele sim poderia curar ambas desse mal sexual, apenas fazendo o bom uso do seu órgão genital.

Elas sofrem, dia e noite, tentando provar o amor que existe quando entrelaçam os dedos. Que o relacionamento é muito mais do que sexo, aquele que não existe homofóbico quando dá play no pornô. Elas sofrem, diariamente, apenas por não poderem amar.

E que diferença faz se Maria ama Ana? Se Juliana ama Rebeca? Se Fernanda ama Cristina? Que diferença faz para o mundo se tudo que elas querem é poder amar como se deve, sem limites e sem julgamentos?

É só amor... mesmo errado perante aos olhos de poucos, ainda é amor. E é lindo, tanto quanto outro.

É uma pena, pelos muitos que já deixaram de amar.

É só amor...


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