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Série: Outlander

11:44


Claire é uma enfermeira inglesa que esteve na segunda guerra mundial. Após o fim da guerra Claire e seu marido Frank viajam para a Escócia para uma segunda lua de mel, onde Frank, que é apaixonado por história, busca mais informações sobre seus ancestrais. Ao subir as colinas de Craigh na Dun, Claire é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, período de grandes conflitos no país. Acolhida como convidada pela família MacKenzie, sob suspeita de ser uma espiã inglesa, Claire planeja retornar ao local onde ela foi transportada e voltar para o seu marido, mas ela precisa enfrentar intrigas e perigos que a todo tempo ameaçam a sua vida. Apesar de relutante, Claire se aproxima de Jamie, um jovem guerreiro escocês, e sente-se cada vez mais dividida entre os dois homens e as duas épocas.


Baseada na obra literária de Diana Gabaldon, Outlander pode se vender como romance inicialmente, mas é bem mais do que isso. A série começa um pouco lenta, apresentando os personagens com detalhismo, a ponto de demorar um pouco para conquistar o espectador menos empolgado. No entanto a série vai ganhando profundidade e consegue surpreender o espectador com a qualidade crescente dos episódios e mostrando até que ponto pode chegar.

O romance se torna central em determinados pontos das duas temporadas, mas é muito diferente do que se vê na maior parte das séries. É muito bem construído, com sentimentos e motivações realistas e bem trabalhadas. É impossível não se apaixonar por Claire e Jaime, além da química indiscutível dos atores, ambos os personagens convencem e não se tornam irritantes ou deixam de ser relevantes individualmente como em tantas séries por aí.

Claire é uma personagem feminina muito boa e forte, o tipo de mulher que não baixa a cabeça para ninguém e faz o que tem que fazer, o que julga certo. Inteligente e instruída se torna decisiva em inúmeros momentos da trama, muitas vezes sem precisar da ajuda de ninguém.


Jaime é um personagem encantador, o jovem ruivo escocês chega de mansinho nos primeiros episódios e a cada cena vai conquistando mais e mais. Honrado, corajoso, inteligente e ao mesmo tempo amável, Jaime é fácil de apaixonar. Bem trabalhado e com química sempre em cena com o elenco. Em plots dramáticos, românticos ou cômicos, ao lado de Claire, Fergus, Murtagh, Jenny ou qualquer outra habitante das Terras Altas, seu personagem rende ótimos momentos sempre.


Black Jack, grande vilão da trama, principalmente da primeira temporada, é um vilão notório. Mau de verdade, longe de qualquer busca por redenção, o capitão inglês impressiona e aterroriza na mesma proporção. Um dos personagens mais odiáveis que já assisti, suas atitudes em diversos episódios é de causar ânsia. A atuação de Tobias Menzies ao decorrer da temporada é de tirar o chapéu, não é a toa que foi lembrado e indicado em grandes premiações da TV ano passado.


Os acontecimentos de Outlander sempre conseguem surpreender e você nunca imagina aonde vai chegar. Com vários plots twits (reviravolta na trama) ao decorrer de seus arcos, a série sempre te leva a um ponto inesperado. Tudo muda constantemente, e por conta das inúmeras guerras que acontecem ao mesmo tempo, os personagens podem se deparar com algo pior a qualquer instante de todo episódio.

As batalhas e acontecimentos históricos também conquistam bastante, principalmente para os amantes de história é muito interessante ver certos acontecimentos “internamente”.



Produção excelente, fotografia impecável, trilha e ambientação da Escócia, assim como do século XVIII, majestosas. Não tem como não se tele transportar para a época e sentir o gostinho de visitar as lindas paisagens da Escócia. A qualidade do elenco também é de causar inveja.

A série do canal Starz, também responsável por The Girlfriend ExperienceFlesh And Bone (excelente minissérie, resenha aqui) e a esperada American Gods, não tem medo nem problema com nudez, sexo ou acontecimentos que choquem o publico. Assim como podemos ver em outras produções da Starz, o canal é corajoso e ambicioso, buscando seriedade e veracidade em seus dramas. Desde que comecei a acompanhar suas séries, me pareceu que a Starz quer passar uma imagem, a de que é corajosa e que busca ser o tipo de canal que consegue impressionar assim como agonizar seu publico, como canais mais sérios, HBO por exemplo. Muitos momentos da série possuem uma agonia estrondosa, a crueldade de diversos momentos impressiona e até abala o espectador mais fraco.



Um dos poucos pontos que me irritam em Outlander é o exagero de narração na primeira temporada. Apesar do lindo sotaque de Caitriona Balfe (Claire) chega a irritar em alguns momentos tanta explicação. Em um livro a narração é presente e importante porque não temos a parte visual, mas em uma série ou em um filme parte dessa narração, os pensamentos e sentimentos dos personagens devem ser expressos pelo próprio ator. Claro que não é tudo que deve ser auto-explicativo, apenas através da interpretação física, mas grande parte deve sim vir da atuação, diálogos e interpretação do espectador. Há momentos que ficam muito explicadinhos sem necessidade, coisas óbvias que poderiam ter sido deixadas de lado. Felizmente isso muda na segunda temporada, muito mais contida e equilibrada.

Falando na segunda temporada chegamos ao ápice de qualidade da série até agora, apesar de alguns episódios um pouco lentos no inicio, a temporada vai crescendo de forma impressionante. A qualidade da história e desenvolvimento dos personagens impressiona e cativa. Uma temporada muito emocionante, chorei horrores no episódio 7 intitulado “Faith” e na season finale.


Já renovada até 2018, a série vem conquistando cada vez mais, e impressionando na mesma proporção. Não se sinta receoso de começá-la, apesar do começo um pouco arrastado é o tipo de série que se vicia aos poucos e depois morre de amores. Vale à pena e encanta. 


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