3 de fev de 2017

Não desiste de mim assim

Imagem de love, hug, and couple

Desde que nós colocamos a corda no pescoço juntos, de uma vez, correndo o risco mutuo do desastre, nós eramos um pro outro o que ninguém mais, além de nós, poderíamos entender. Então, logo após o feito, cumprindo os desejos que seus olhos insistiam em mostrar, até em nós, faltou entendimento.
Não é uma suplica ou um insistente pedido; só estou tentando te lembrar que a saudade que você sentia na semana passada não foi sanada ainda, e que aquilo que você já não sentia, eu ainda consigo dar.
Talvez o teu ciúmes silencie o meu medo, que agora parece ter mais razões do que eu gostaria. Quando eu bati o pé e pedi pra estar enganada a teu respeito, você me levou a lugares onde eu já não entrava mais.
Não tenho pressa, aquele avião não decola mais, mas se vieres as três, desde as duas o cansaço minimiza. Se vieras as quatro, desde as três eu volto a ser tua antes que precise pedir. Assim como nunca pediu, assim como ninguém impediu.
Tua.
Na sexta no bar.
Na multidão alterada da balada.
Quando eu cumprimento os meus amigos querendo te apresentar, e você não está lá. Quando eu acordo disposta a colocar as roupas na mala mais rápido, pra não te dar domínio, e desisto, porque não tenho pra onde correr.
Nem pro outro lado do mundo.
Nem pra dentro de outro alguém.
Mas se fores assim, pra desistir, que vá com cautela pra não fragilizar as mentiras que engessou peito dentro. Mas se fores assim, mais rápido que o avião que parecia assustar, que ingresse tua maturidade e ao olhos que fitou, diga claramente porque prometeu e não ficou. Porque pediu e não comprou. Porque falou e não cumpriu.
Se fores desistir, que o faça. Mas não assim, me deixando sozinha com a corda que colocamos a dois, tirando-a do teu pescoço, descendo do banco e chutando o meu.
A saudade continua sua, e o cansaço vem nos dias ruins.
Só continue não esquecendo os bons!

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