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Série: The OA

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Imagem de popcorn, soda, and couple

Nesta semana The OA completa dois meses desde sua estreia, e como semana passada foi confirmada sua renovação, vamos falar dessa série que mal chegou, mas já conseguiu deixar uma boa marca no mundo das séries, e se você ainda não viu umas das melhores surpresas que a Netflix nos trouxe ano passado, corre porque está perdendo tempo.

Prairie Johnson é uma jovem cega que desaparece por sete anos, após esse tempo Prairie reencontra a família, mas uma coisa chama a atenção de seus pais e da imprensa, ela não é mais cega. Considerada um milagre por uns e um mistério perigoso por outros, Prairie se aproxima de um grupo peculiar e mais perguntas e respostas sobre seu passado vão surgindo.



Estranha, instigante e acima de tudo bela, The OA é o tipo de série que te arrebata para outro universo, repleta de sentimentos e simbolismo é uma completa viagem através de seu próprio eu. Ao mesmo tempo não é uma série para qualquer espectador. Para o seriador eclético e que gosta de coisas diferentes e audaciosas é uma adição perfeita para a grade, já para o público que não esteja acostumada com obras “fora da caixinha” ou que não tenha paciência para tramas mais complexas que são desenvolvidas como um quebra cabeça, a série pode ser enfadonha ou confusa.

O que se deve ter em mente ao ver The OA, é que você precisa ter a mente aberta, BEM aberta. Você precisa ter consciência de que vai encontrar algo diferente e precisa se jogar na história.



Produzida, roteirizada e estrelada por Brit Marlirg (Zal Batmanglij também é responsável pela produção, roteiro e direção), a série passeia entre a filosofia, sci-fi, sensações, misticismo e dimensões, quem já conhece outras obras de Marling, sabe que originalidade sempre está presente. O que mais se tem durante a trama são perguntas, nesta primeira temporada poucas coisas são respondidas de verdade, mas isso não incomoda, o espectador está ocupando demais tentando digerir o que vê, se conectando com os personagens e explorando o passado de Prairie para se importar com a necessidade do excesso de respostas ou explicações mastigadas. A criação de teorias enquanto assiste é muito mais divertida e satisfatória do que se tudo estivesse ali de cara.



O elenco é muito talentoso, Brit, Phyllis Smith e Jason Isaacs são veteranos, mas os atores mais jovens que interpretam os adolescentes também fazem um ótimo trabalho, aprofundam bem seus personagens e conquistam gradativamente o público. No fim da temporada, já estamos conectados com todos.



A série pode não ser perfeita, e deve tomar cuidado em temporadas futuras para não se perder em meio à história complexa. Mas se trata de uma obra extremamente sensível e indescritível. Além de ser maravilhosa é uma obra que te transporta, cativa, transforma, emociona e te leva além.



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