Não seja um dos 13 porquês - Vamos falar sobre bullying

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Imagem de gif, quotes, and bullying

Se você vive numa bolha social, e não sabe do que eu estou falando, calma aí que eu te explico. 

No dia 31 de março o serviço de streaming da Netflix lançou uma série inspirada num famoso livro, "Os 13 porquês". Esta trata justamente sobre o tema que vamos falar hoje: o bullying. Por isso, essa semana, nos empenhamos a fazer vários posts sobre o assunto em questão.

Eu já sofri bullying, por pessoas que, inclusive, eu achava que eram meus amigos. Eu não era gorda, mais eles me fizeram achar que fosse. Tentaram me moldar para que eu "fosse aceita" na sociedade. O que eu não sabia, era que eu seria aceita sendo exatamente como eu sou. Como eu tinha que ser. Mais todos me fizeram acreditar que eu não era boa o suficiente, magra ou bonita. 

Não me adaptei ao ensino fundamental, muito menos no médio. Levei vários apelidos que eu não pedi, era a gorda que não tinha amigos. Agora me responde, e daí se eu fosse? Fui chamada de chupeta de baleia e, sempre que eu falava com um adulto sobre isso todos diziam que "meninos são assim mesmo, isso quer dizer que eles gostam de você". E as meninas, que faziam o mesmo, que riam por trás das minhas costas, era porque tinham inveja de mim.

Infelizmente eu acreditei. 

Acreditei que, todos aqueles apelidos, que eles gostavam de mim. E foi assim, até a faculdade. Eu era chamada de emo no ensino médio, porque aquele estilo foi o que eu encontrei pra tentar ser diferente dos outros. 

Quase fui uma Hannah Baker.

Aprendi a gostar de mim e não ligar para o que os outros pensam, não foi nada fácil. Depois de eu guardar tanto sentimento, tantas coisas que aconteceram comigo, eu fiquei doente e quase morri. Você pode não acreditar nessas coisas, mais eu acredito. Tive trombose cerebral porque eu guardei cada minuto, cada coisa, que fizeram comigo. Tentava escrever e ajudava bastante, só que não o suficiente.

Eu sei que vários jovens se sentem assim também. Uma """brincadeira""", se é que podemos chamar assim, criada na Rússia, é chamada de Blue Whale. São desafios simples, como acordar de madrugada ou escutar uma música. A cada rodada, indicada por alguém mais velho, que você não sabe quem é, são novos desafios. O último deles é se suicidar.

Isso não é brincadeira, bullying não é brincadeira. São fofocas, brincadeiras e outras tantas coisas que uma hora sufoca. Uma hora a gente não se importa com mais​ ninguém. Uma hora a gente quer dar um fim nisso tudo.

Eu quase fui uma Hannah Baker. E deve ter alguém que, nesse exato momento, deve estar sendo sufocada por outro alguém. E essa pessoa pode uma ser Hannah. Não deixe que isso acontece. O que pode parecer uma brincadeira para você, e pode não ser para a pessoa que sofre com isso.

Disque 100 e denuncie.





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