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Série: Girlboss

13:56


Inspirada na história de Sophia Amoruso, fundadora da Nasty Gal, especializada em roupas vintage, a nova produção da Netflix não é uma série especificamente de moda ou sobre uma garota empreendedora, é na verdade sobre a dificuldade da vida adulta.

Sophia se recusa a virar uma adulta chata, ela é cheia de atitudes moralmente questionáveis, mas sua personalidade é forte, fazendo com que se torne o tipo de personagem “ame ou odeie”. Ela é marcante, destemida, vibrante, inteligente e determinada, a característica personagem Girl Power que eu gosto. Ela faz muita coisa errada, toma muito decisão de forma imprudente, mas tirando os roubos que comete de vez em quando, ela é muito realista, todo mundo é meio louco e indeciso na juventude, não fazer merda nessa época da vida é difícil.


Sophia é cheia de discursos e opiniões fervorosas, que vez ou outra abrem espaço para surtos quando as coisas não dão certo, esses momentos são sempre engraçados, faz muita gente se identificar e a maravilhosa Britt Robertson tira de letra. Eu gosto da atriz já faz bastante tempo, e assim como o restante do elenco, seu desempenho é ótimo. Como comentei acima, a personagem é vibrante, e Britt consegue passar isso muito bem, assim como nos momentos mais tristes e dramáticos, onde a personagem lida com seus problemas, complexidades ou personalidade sem filtro que acaba se arrependendo do que disse depois.

É ótimo ver a evolução da personagem através da temporada, ela começa a entender suas responsabilidades, e cresce muito como pessoa. A passagem do tempo é de apenas dois anos, então ainda há muito a evoluir, principalmente por conta de algumas de suas atitudes horríveis no início da trama, mas suas mudanças são visíveis. Apesar de possuir um tom leve e focar muito mais no lado engraçado da história de Sophia, a série também mostra bastante as dúvidas e angústias da personagem, sua relação conturbada com a mãe, a amizade com Annie, e suas relações amorosas e com os demais amigos.


Os episódios têm no máximo 30 minutos, uma decisão maravilhosa, pois assim não se torna cansativo em momento algum. Os episódios passam em um piscar de olhos e são super gostosos de acompanhar, eu assisti todos os 13 episódios no dia da estreia, e quando acabei não ligaria se tivesse mais alguns disponíveis.

Girlboss é divertido acima de tudo, principalmente nos primeiros episódios onde não há muito desenvolvimento dramático de Sophia. Os diálogos são ágeis e engraçados, e não me soaram forçados, principalmente por eu gostar de personagens sarcásticos.

A trilha deliciosa faz com que fique ainda mais gostoso de assistir, conquista, diverte, encanta, e dá um ar jovial a série, principalmente ao lado da fotografia colorida e alegre.


Para quem nasceu nos anos 90, e teve sua infância ou juventude nos anos 2000, a série passa uma nostalgia bem gostosa. O ponto de partida da trama é 2006, então dá para lembrar de bastante coisa da época, como celulares Nokia, MySpace, o estouro de algumas divas pop e séries que marcaram como The O.C.

Talvez seja um pouco exagerada a comparação que algumas pessoas vêm fazendo com “O diabo veste Prada”, porque diferente do filme, Girlboss foca muito mais na personagem e nas dificuldades do processo de criação do próprio negócio, do que em marcas de roupa, designers, etc. Claro que o mundo da moda está ali como pano de fundo, e chama bastante a atenção, eu sei pouco do assunto, mas gostei do que foi mostrado, me conquistou e instigou a conhecer mais, já para os aficionados por moda, o que é abordado talvez não seja o suficiente.


Sophia quer fazer as coisas sozinha, quer provar que não é uma garota indefesa e que merece a confiança depositada. Uma série que apresenta uma jovem ousada à frente de uma empresa e sem amenizar seus defeitos, é uma escolha interessantíssima, mostrar sua força e determinação, apesar de ser bem egoísta e ingrata às vezes, faz de Girlboss uma obra notável e deliciosa, você deveria conferir.


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