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Literatura nas telonas – O Hobbit

18:04


É possível encontrar algumas semelhanças entres os autores da obra literária e cinematográfica da Terra Média. Quando J. R. R. Tolkien lançou “O Hobbit” em 1937, o estrondoso sucesso da história deu ao escritor crédito com seus editores, o que viabilizou o lançamento de sua obra máxima, “O Senhor do Anéis” entre 1954 e 1955. No comando da Trilogia do Anel entre 2001 e 2003, o diretor neozelandês oriundo do cinema trash, Peter Jackson, fez história na sétima arte. 

Imagem de hobbit and shire

Os três filmes – “A Sociedade do Anel”, “As Duas Torres” e “O Retorno do Rei” – produzidos ao mesmo tempo, além de integrarem uma das franquias mais rentáveis da história do cinema, passando a marca do bilhão de dólares, conquistaram 17 Oscars, sendo 11 somente para a último capítulo. Os reconhecimentos, que incluiu o aclamado “direção”, tornaram “O Senhor do Anéis: O Retorno do Rei” a primeira fantasia a levar a estatueta de melhor filme.

Imagem de the hobbit and o senhor dos aneis

Com uma trajetória tão bem sucedida, a expectativa que cercava a adaptação de “O Hobbit” era enorme. De volta à direção do universo da Terra Média após diversas idas e vindas com os estúdios detentores dos direitos do livro, a decisão de Peter Jackson de transformar a obra de pouco mais de 300 páginas em três longas parecia arriscada, mas para os fãs pouco importava: quanto mais do universo de Tolkien, melhor.

 Imagem de hobbit and nature

“O Hobbit” foi concebido pelo escritor como uma obra infanto-juvenil, contando a história de Bilbo Bolseiro, que embarca em uma aventura ao lado de um grupo de anões para ajudá-los a recuperar o tesouro da montanha do maligno dragão Smaug.

Imagem de dragon, film, and smaug

Ao finalizar a trilogia “O Hobbit”, o impacto que sentimos pode ser algo bem diferente do que é gerado pelo livro. Enquanto a obra literária é uma narrativa bem objetiva com o protagonista indo de “A até B”, mostrando o seu crescimento pessoal; a escolha de estender a história para abarcar três filmes acabou por “inchar” a obra cinematográfica, com sub-tramas que não servem à narrativa e soam mais como o que é chamado de fan-service, como por exemplo, o embate do mago Gandalf com o Necromante, apenas para conectar a trama aos eventos de “O Senhor do Anéis”.  

Imagem de the hobbit, Martin Freeman, and bilbo baggins

Outras questões envolvem a adição de personagens que não existiam na obra original, que acabam diminuindo o impacto dos que aparecem mais adiante na história, como os elfos Legolas e Tauriel. Parece que o que vemos em cena é algo bem mais denso e complicado do que precisava ser.

Imagem de the hobbit and dwarves

A impressão que fica é que Peter Jackson tentou transformar “O Hobbit” em “O Senhor dos Anéis”, buscando unificar o universo cinematográfico da Terra Média, mas essas duas obras não necessariamente se misturam.



Imagem de tauriel, kili, and dwarf



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