14 de fev de 2018

Caro amigo



Ouvi dizer em um filme, desses bem clichês românticos, que o segredo de um casamento feliz é casar-se com seu melhor amigo. Naquele momento eu percebi que deveria me casar com você.

O único possível, capaz de me aguentar nas minhas crises eufóricas e nas depressivas, nas minhas confusões, paranoias e afastamentos súbitos e descabidos. Sem nunca ter tido coragem de me entregar a qualquer impulso que me fizesse ser mais do que sua amiga, mesmo sabendo, lá no fundo, que sempre houve algo a mais entre nós.

Algo a mais que inocência nas mãos dadas e nos abraços demorados. 

Nas brigas e cobranças que não faziam nenhum sentido. 

Eu amei você desde o princípio, a minha maneira torta e fantasiosa. 

Eu te guardei como um sonho bom, na esperança de um futuro que parece ao mesmo tempo tão distante e tão plausível.

Porque amar você faria sentido. 

Mas nesse mundo doido, o que é faz sentido no final das contas?

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