16 de nov de 2018

Nossa, Luísa


A vida nos surpreende com pessoas que entram em nossas vidas das maneiras mais improváveis, deixam um pouco delas e levam um pouco da gente. De alguma forma, é sempre para o bem, se a gente aceitar as lições que a vida dá. Identificação é um bagulho muito louco. As pessoas se enganam ou nos enganam às vezes, mas quando a gente se reconhece em outra pessoa, a gente sabe que é pra sempre e não importa a distância e o tempo. Foi assim com a Tayla, a prima de uma amiga que me (re)conheceu quando veio visitar a família no interior. Foi assim com a Luísa, quando a doida da Tayla nos veio com essa idéia doida de criar um blog pra gente idealizar o nosso mundinho. Três baixinhas invocadas e cheias de sonhos.

Não convivi muito com a Luísa, pelo menos não presencialmente, mas me reconheci nela também. Nas nossas histórias, nos nossos sentimentos, na nossa maneira de se posicionar diante do mundo, no nosso crescimento pessoal ao longo dos anos. Eu acompanhei de longe a mulherão da porra que ela se tornou, que admiro e me inspiro. Eu a entendo, conheço e respeito sua dor.

Nossa, Luísa. 

É difícil encontrar as palavras. Não vou usar pretérito, nem me remoer em todos os "e se" que se passam pela minha cabeça, porque tenho certeza que você não gostaria que eu fizesse isso. É estranho pensar que nunca mais vou ver seus olhos castanhos-claros-esverdeados sorrirem de novo, apesar de ter presenciado isso poucas vezes. Porque a sua presença sempre esteve muito viva dentro de mim, apesar da distância, e continua muito viva. O mundo é realmente um lugar cruel e injusto demais para pessoas tão boas e sensíveis, e eu sei que cansa ter que encarar e enfrentar esse mundo todos os dias enquanto ainda temos que lidar com os nossos próprios demônios.

E de uma maneira meio louca, sei que você encontrou a paz que tanto precisava, e isso é reconfortante. Sua passagem por esse mundo foi breve, mas intensa, como tinha que ser. E as marcas que você deixou em nossas vidas são maravilhosas. O mundo não pára para que descansemos nossas dores, então tudo isso de certa forma me dá forças para estar aqui hoje, escrevendo, fazendo o que nos faz melhor. Sonhando nossos sonhos, encarando nossas lutas diárias.

Nossa, Luísa.

Eu não sei nem mais o que dizer, então só pra finalizar vou dizer: eu sempre vou amar você.

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