12 de nov de 2018

Precisamos falar sobre depressão



Eu fiquei um tempo sem postar porque eu estava digerindo algumas coisas que aconteceram essas semanas, posso dizer que foi difícil (com o perdão da palavra) para caralho!

Eu queria ter escrito esse texto à muito tempo, porque dizem que o mal do século é o câncer, mas eu acho que depressão, caso não seja tratada, causa outras inúmeras doenças, incluindo o câncer. Mas agora, digitando esse texto com tudo que aconteceu, eu sinto que deveria ter escrito antes. Talvez mudasse algo, talvez não...

Não devemos tratar a depressão como se trata uma tristeza, são coisas completamente diferentes. Também não devemos dizer que "é frescura" ou "se anima e saí de casa", não é bem assim que funciona. Para tristeza funciona perfeitamente, mas para a depressão o buraco é megamente mais em baixo.

Quando a pessoa tem depressão ela saí, da risada, bebe, se diverte e todas essas coisas "normais" de todos os jovens de hoje em dia. Mas o que acontece depois, ao chegar em casa, é que a coisa complica. As vezes o rolê foi tão divertido que, quando chega em casa, você percebe que está mais só do que nunca. Aquela pessoa que se divertiu, foi para festa, agora não existe mais. É um vazio que chega a doer.

Também é muito fácil confundir depressão e carência, porque a depressão você se sente só estando rodeada de amigos, de uma namorada ou namorado, da família. Carência, é querer ficar junto o tempo todo a toda hora.

Tá vendo como dá pra confundir as coisas? Acho que esse é o mal dessa sociedade, talvez.

A única diferença, ao meu ver, entre as três coisas que foram faladas aqui, é que a depressão mata. Já ouviu aquela frase "ninguém morre de tristeza"? Ninguém morre de carência também, mas a depressão mata mais do que qualquer outra doença. 

Ela te corrói por dentro, aos poucos. 

As vezes não tem dias que você não quer sair da cama? Isso é tristeza de segunda ou qualquer outro motivo. A depressão você quer sair, mas não consegue. Você quer sair e se divertir como qualquer outra pessoa normal, mas não dá, é difícil demais. 

É difícil. 

Muitas vezes alguém de fora nem sabe o que se passa dentro de você. As pessoas tem uma imagem que, ás vezes, dificulta muito saber o que acontece. Se a pessoa não pedir ajuda, você sempre vai ter uma imagem completamente diferente dela, sempre alegre e feliz. Aliás, nem nós mesmos conseguimos desvendar o que se passa aqui dentro, não é? 

Eu tô escrevendo esse texto com base do que as outras pessoas que têm essa doença me contaram, se você sente algo diferente do que escrevi por favor, busque ajuda.

Mas, porque eu tô falando isso? Bem, prometo que não vou chorar até o final desse texto, mais do que já chorei essa semana.

A depressão "pegou" a nossa querida Luísa Mendes, uma das parceiras aqui no blog. E, desde então, ta sendo muito foda lidar com isso. Então, eu e a Marília de Azevedo, estamos fazendo essa semana dedicada a essa menina linda, doce e azeda ao mesmo tempo - sabe bala Fini?

Eu sei que, onde quer que ela esteja, ela vai estar olhando por nós. Onde quer que ela esteja, sempre que uma luz brilhar a gente vai lembrar de você, minha pequena. Onde quer que ela esteja eu fiz uma promessa no dia que nós conhecemos, em 2011, que eu ia amar ela sempre, todos os dias. Vamos realizar todos os nossos sonhos, Mendes. Todos os seus sonhos! Embora a vida esteja bem complicada aqui em baixo, nós nuca vamos deixar o Idealiizar morrer, é uma promessa.

É, não deu pra aguentar e acabei chorando (de novo).

Se você sente algum desses sintomas, procure ajuda médica. Por favor, não é vergonha nenhuma admitir isso. Converse com a sua família, seus amigos, namorados e afins, mas sempre, sempre, procure ajuda de um profissional.


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