17 de dez de 2018

LUÍSA...

Lua, Magia da Lua

Na cabeceira deixou um livro sem ler
Despertou, mas quase como se não tivesse
Ainda adormecida
Talvez, observasse o contraste da vida
Enquanto sentia o aperto no peito
Entre a ponta e a brasa de um cigarro no dedo
O vazio da manhã
Um café que não desceu
O sol acendia a expectativa de uns
E caramelava ainda mais os seus olhos castanhos
Renato sabia que é presságio de chuva
Como se soubesse a tonalidade da cor que precede o pranto
O céu desabou em oposição ao sol mais intenso do mês
A contradição era imensa
Celebrando a junção de duas almas
Se despediram da última taça
Enquanto ela, que de tão transparente, se fazia amar na primeira sentença
Se desfez
Encontrou refúgio pra uma dor
Que não se sabe há quanto a despetalava
Luisa se despediu
A lágrima caiu, quase sem acreditar
E até eu, Luisa, que te conheci brevemente
Me senti sem chão
Porque tu foi amor em um dia
O que muitos em anos não são
Te ver foi presente
Pena foi não te dar o segundo abraço
Te emoldurei na mente
Te guardei aqui
Torço pra que esteja em paz nesse outro lado
Luísa...

Por Matheus Lessa

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