31 de jan de 2019

Papo de quinta - apegue-se sim e se desapegue também

(Imagem: Pinterest)


Quem não gosta de assistir um bom filme debaixo das cobertas com as pernas entrelaçadas dividindo um balde de pipoca? Ou andar de mãos dadas pelo parque em um dia de calor? Ou até rir de uma piada besta que seu “amor” contou e que na voz dele ficou muito mais engraçada? 

Relacionamentos estão ai para serem vividos de forma intensa e única, repito única pois como nós sabemos nem todos eles duram para sempre, as vezes é apenas umas noitada, as vezes duram anos, porém a maneira com que nos apegamos a pessoa e ao momentos vividos com ela é que vão determinar o tamanho da nossa dor ao nos desapegarmos.

Os choros incontroláveis durante os banhos a noite, ou o porre em uma balada qualquer de São Paulo, ou pior a entrada em um relacionamento sem sucesso nenhum apenas para esquecer o anterior, como se aquele sexo mais ou menos, sem nenhuma química vai arrancar o “maldito(a)” do coração, fala sério, como nos enganamos, não é? 

No começo eu pulava de um relacionamento em outro por que não queria ficar sozinha (vejam que eu disse “queria” e não “conseguia”, afinal eu poderia ficar sozinha e me sentiria bem, só não queria, entende?) e quando eles acabavam morria um pouco por dentro e isso acontecia até mesmo quando eu terminava, chorava por dias, ligava para o ex, implorava pela volta, tudo sem sucesso, propagava a minha dor, estendia o sofrimento. 

Acreditava que havia perdido o príncipe encantado em pleno século XXI e que assim ficaria sozinha para sempre, até que o próximo sujeito aparecia com um sorriso falso e uma piada sem graça e eu já estava apaixonada de novo. 

O que eu aprendi com tudo isso? Que se apegar faz parte do processo, da emoção e da experiencia, quando você se joga de cabeça tudo é mais gostoso, tudo tem mais cor. E por que os seus relacionamentos não podem ser assim? A por que ele(a) não vai ligar no dia seguinte? A por que ele(a) vai me achar oferecido(a)? A por que ele(a) vai achar que eu quero um relacionamento sério?
 
Mas tudo isso não é verdade? Então por que mentir ou esconder? O verdadeiro problema está em como você ficará no final se não der certo, por que você não quer estragar tudo, afinal voltar pra aquela rotina de assistir filmes de drama, sozinha devorando um pote de sorvete no sofá da sala ao lado do rolo de papel higiênico é depressivo demais. Você não quer seu coração partido, pois sabe o quanto isso acaba com você.

Garoto(a) o segredo sempre foi perceber que relacionamentos vem e vão, não é por que esse(a) não gostou da sua saia de oncinha justa e curta, que todos não vão gostar, ou por que esse(a) não quer conhecer seus pais no segundo encontro, que outro não vai querer. 
A parte difícil é entender isso, amores estão em todas as esquinas esperando o seu aval, o seu comprometimento, a sua vontade de se entregar. O que falta é nós aprendermos a nos desapegar na mesma proporção e intensidade que nos apegamos, entendendo que são as experiências que nos fazem crescer e por isso devem ser vividas no seu nível máximo. 

Como disse aprender isso é difícil, até por que quando alguém importante sai da nossa vida dói e as vezes dói muito e essa dor é que faz a pessoa permanecer presente na sua vida, e talvez não devemos deixar de sentir essa dor, mas precisamos deixar claro para nossas cabeças e corações que abrir espaço para o novo e se deixar levar pelos novos momentos é da nossa natureza, faz parte do nosso crescimento.

Resumindo a dor deve ser sentida, mas não levada ao um estagio que te faça pensar que você nunca mais será feliz de novo, entende? O fluxo para mudança sempre deve ser maior que a estagnação pelo que já se perdeu.
 
Ainda tem a auto-estima, mas isso é papo para outro dia.

 

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