30 de jan de 2019

Quando bate a saudade



Sei lá, as vezes bate uma saudade. Eu penso em te ligar e perguntar como você esta. Penso em te chamar para sair e fazer qualquer coisa, em qualquer lugar. Eu sinto falta do seu cheiro e do seu jeito bobo de me fazer rir por tudo. Do jeito que eu fico nervosa quando você me encara e diz que eu sou bonita. Eu sinto falta dos beijos que demos e daqueles que nunca vamos dar. Eu sinto falta dos abraços e das carícias que deixamos para depois. 

Depois, quando?

Cara, eu sinto. E sinto muito.

Chega a ser bizarro isso porque tínhamos um acordo de não nós envolvemos. Mas, o que eu posso fazer? Eu me apaixonei, mas me apaixonei por uma versão que eu criei de você. Criei você de uma forma que jamais alguém vai me superar, na criatividade. As pessoas não são perfeitas, nós que fazemos dela uma imagem a ser guardada.

E eu te guardei, meu amor. A sete chaves.

Mas, eu sinto muito a sua falta. Eu não sei explicar, mas eu sinto. Se nem Camões conseguiu explicar a saudade, quem dirá eu que sou uma mera aprendiz? Se não conseguiram explicar o amor, nem Vinicius de Moraes, Caetano Veloso e Chico Buarque em todas as coisas melodias, quem dirá eu?

Uma chamada perdida.

Uma mensagem ignorada.

A gente aceita que ta tudo bem, não era para ser.

Mas, cara, como eu queria que fosse

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