13 de fev de 2019

O jornalismo chora


(Imagem: Google)

Eu nem sei por omde começar a escrever esse texto sem que as lágrimas brotem nos meus olhos e me impeça de realizar tal ato. Mas eu vou tentar.

Segunda feira, por volta da 12h30 recebi uma mensagem "o Boechat morreu". Ah tá, pensei.  Deve ser igual aqueles famosos que vivem morrendo sem ter realmentr morrido. Mas, só para confirmar, abri uma matéria da Folha. Era real. Ninguém do escritório sabia ainda, eu fiquei intacta por uns longos 5 minutos. Não podia acreditar nisso. Até que a notícia chegou na empresa que eu trabalho "Boechat morreu num acidente de helicóptero".

É, era real.

Eu tentei não chorar quando disse "é verdade", mas minha voz saiu meio embargada por isso. Voltei para o que estava fazendo. Várias pessoas e grupos começaram a mandar mensagem.  Fui no banheiro e chorei.

Eu faço jornalismo, desde 2015. Sempre tive ele como referência, seja para as coisas boas e ruins, ele me ensinou muito, mesmo qje a distância, a nunca deixar a peteca cair. Meu sonho era bater um papo com ele, pergutar coisas,  conversar de verdade.  Adoeci em 2016, tranquei a faculdade por um ano, voltei com outra sala nas nunca deixei de fazer parte da minha primeira sala. Sacas?

Então, estavam todos falando sobre isso. Era cada notícia que chegava, seja pelo grupo das salas ou a galera comentando comigo no privado. Eu ainda não acredito que isso aconteceu, a ficha ainda não caiu que a pessoa que eu tinha como referência no jornalismo tinha morrido num "acidente". Aquele que falava o que pensava, fazia as pessoas rirem, fazia piadas... tinha morrido. Teoria da conspiração? Eu acredito. Acredito que não tenha sido un acidente, assim como o Eduardo Campos. Mas essa é uma brisa minha mesmo.

Vá em paz, Boechat. Você sempre sera lembrado pelas coisas boas que fez enquanto estava aqui entre nós. O jornalismo chora, a imprensa chora, mas você nos ensinou o essencial para nossa profissão: nunca desistir de defender os seus ideais.

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